Robôs humanoides surpreendem e dominam Meia Maratona de Pequim com tempos impressionantes

Robôs humanoides surpreendem na Meia Maratona de Pequim 2026 com tempos abaixo de 51 minutos. Veja como a tecnologia está evoluindo e os impactos no futuro.

Abr 20, 2026 - 10:29
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Robôs humanoides surpreendem e dominam Meia Maratona de Pequim com tempos impressionantes
O evento reuniu mais de 100 equipes de robôs ao lado de 12 mil corredores humanos. Reprodução/Redes sociais // Metrópoles

Os limites entre humanos e máquinas ficaram ainda mais tênues neste domingo (19/4), durante a Meia Maratona de Pequim, na China. Em uma cena que mistura ficção científica e realidade, robôs humanoides protagonizaram uma disputa impressionante — e extremamente rápida — pelas ruas do distrito tecnológico de Yizhuang.

A equipe autônoma Qitian Dasheng surpreendeu ao conquistar a vitória com o tempo de 50 minutos e 26 segundos, reduzindo em mais de duas horas o desempenho registrado pelo vencedor robótico do ano passado. Já o robô Shandian — cujo nome significa “relâmpago” em mandarim — chegou a cruzar a linha de chegada com um tempo ainda mais veloz, 48 minutos e 19 segundos, mesmo após sofrer uma queda a apenas 100 metros do fim. No entanto, por não operar de forma totalmente autônoma, o resultado foi ajustado conforme o regulamento, perdendo posição na classificação final.

Apesar dos números impressionantes, o desempenho das máquinas ainda não supera o recorde humano da prova, estabelecido pelo ugandense Jacob Kiplimo, que completou a distância em 57 minutos e 20 segundos. Ainda assim, a rápida evolução dos robôs chama atenção: em 2025, o modelo Tiangong venceu com um tempo bem mais modesto, de 2 horas, 40 minutos e 42 segundos.

O evento reuniu mais de 100 equipes de robôs humanoides ao lado de cerca de 12 mil corredores humanos, em um percurso urbano de pouco mais de 21 quilômetros, com curvas, subidas e trechos estreitos projetados para testar a resistência, o equilíbrio e a capacidade de adaptação das máquinas em condições reais.

Entre o público, o espetáculo tecnológico despertou sentimentos mistos. A estudante Han Chenyu, de 25 anos, demonstrou entusiasmo com os avanços, mas também preocupação com o futuro profissional. “É impressionante ver até onde a tecnologia chegou. Mas, ao mesmo tempo, isso pode impactar o mercado de trabalho”, afirmou à agência AFP, referindo-se ao avanço da inteligência artificial e à possível substituição de funções humanas.

Além da corrida, a competição também serviu como vitrine para novas aplicações da robótica. Um dos destaques foi a estreia de um robô de trânsito, responsável por orientar os corredores ao longo do percurso — tecnologia que, segundo autoridades locais, poderá ser incorporada gradualmente à gestão urbana.

Na categoria humana, os chineses Zhao Haijie e Wang Qiaoxia venceram as provas masculina e feminina, com tempos de 1h07min47s e 1h18min06s, respectivamente.

Mais do que uma corrida, a Meia Maratona de Pequim se consolida como um laboratório a céu aberto para o futuro da robótica humanoide, integrando a estratégia da capital chinesa de impulsionar o setor e explorar aplicações que vão da indústria aos serviços urbanos.

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