Quaquá aconselha Haddad a não concorrer em 2026 e focar na coordenação da campanha de Lula

Washington Quaquá recomenda que Fernando Haddad coordene a campanha de Lula em vez de disputar o Governo de SP ou Senado. Veja os detalhes da sucessão no PT.

Quaquá aconselha Haddad a não concorrer em 2026 e focar na coordenação da campanha de Lula
Divulgação/Facebook

O vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, se reuniu na quinta-feira (29/1) com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e recomendou que ele não dispute nenhum cargo nas eleições deste ano. Segundo Quaquá, o melhor caminho para Haddad é coordenar a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aguardar as eleições de 2030, quando poderia ser o sucessor natural do chefe do Executivo.

“Se o PT tivesse juízo, o preservava e o colocava como coordenador-geral do programa de governo e da campanha Lula, organizando um projeto longo de desenvolvimento para o país, um plano de metas de 30 anos”, declarou Quaquá ao Metrópoles, ressaltando que a prioridade neste momento é proteger Haddad pensando no futuro do partido.

Apesar da pressão de Lula e do PT para que Haddad concorra ao governo de São Paulo — estado estratégico para o partido — o ministro resiste à candidatura. Uma alternativa ventilada seria uma disputa pelo Senado. Em entrevista ao Metrópoles na quinta-feira, Haddad confirmou que pretende deixar a pasta da Fazenda em fevereiro, mas não estabeleceu uma data oficial, afirmando que ainda precisará alinhar a decisão com o presidente.

Quaquá reforçou que é fundamental que o PT comece a planejar o futuro e a sucessão de Lula. “Agora é hora de preservá-lo para 2030. Vamos ganhar agora com Lula e temos que organizar o futuro já”, afirmou. O cenário reforça a estratégia do partido de manter Haddad em uma posição de destaque sem que ele entre na disputa eleitoral de 2026, preparando-o para um papel central nas eleições futuras.