Pix: novas regras vão agilizar devolução de valores em casos de golpe

Pix: novas regras vão agilizar devolução de valores em casos de golpe
Fonte: Google

Banco Central anuncia mudanças que facilitam bloqueio e rastreamento de recursos; casos recentes em Andradas reforçam importância das medidas

O Banco Central anunciou novas regras para o Pix com o objetivo de agilizar a devolução de valores em casos de golpes, fraudes e crimes envolvendo coerção. As mudanças entram em vigor a partir do dia 1º de outubro e visam aumentar a segurança dos usuários do sistema de pagamentos instantâneos.

Entre as principais alterações está a possibilidade de contestar transações suspeitas diretamente pelo aplicativo do banco, sem necessidade de contato com a central de atendimento. A medida deve tornar o processo de bloqueio mais rápido e acessível, melhorando a resposta em situações de emergência.

Outra inovação significativa será a ampliação do chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora permitirá o rastreamento do caminho percorrido pelo dinheiro, mesmo após ele ser transferido para outras contas. As informações serão compartilhadas entre os bancos envolvidos na transação, o que aumenta as chances de recuperação total ou parcial dos valores.

Com as novas regras, a expectativa do Banco Central é ampliar a identificação de contas utilizadas em fraudes, desestimular práticas criminosas e tornar o sistema mais eficiente na devolução de recursos. De acordo com o órgão, a restituição dos valores poderá ocorrer em até 11 dias após a contestação.

Casos recentes em Andradas

As mudanças chegam em um momento oportuno, especialmente diante de casos recentes registrados em Andradas (MG). Em menos de um mês, ao menos três ocorrências envolvendo golpes com uso do Pix chamaram a atenção das autoridades locais.

No dia 25 de agosto, uma mulher de 41 anos foi enganada por uma golpista que se passou por advogada e solicitou uma transferência de R$ 428, supostamente ligada a um processo judicial. A vítima percebeu o golpe apenas após concluir a transação via Pix.

Apenas três dias depois, outra pessoa foi vítima de um esquema semelhante, também envolvendo o golpe do “falso advogado”. Utilizando a foto do verdadeiro profissional, o criminoso solicitou o pagamento de R$ 1.918, parte dele via Pix, para liberação de um processo inexistente.

Já no dia 4 de setembro, um jovem de 18 anos foi preso após utilizar Pix falsos para realizar diversos pedidos de pizza. O golpe causou um prejuízo aproximado de R$ 2 mil à vítima, um estabelecimento comercial da cidade.

Os casos reforçam a importância da implementação de mecanismos mais eficazes de segurança e devolução no uso do Pix, sistema que, apesar da praticidade, tem sido cada vez mais explorado por golpistas.

Fonte: Portal da Cidade Andradas