Padre critica caminhada de Nikolas Ferreira durante missa em Aparecida e discurso viraliza nas redes

Durante missa no Santuário Nacional, padre Ferdinando Marcílio faz duras críticas à mobilização de Nikolas Ferreira e questiona defesa da vida. Veja os detalhes.

Padre critica caminhada de Nikolas Ferreira durante missa em Aparecida e discurso viraliza nas redes
crédito: Reprodução/A12

Durante uma missa no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, o padre Ferdinando Marcílio fez duras críticas à caminhada realizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) até Brasília. A declaração ocorreu no último domingo (25) e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, especialmente entre grupos ligados à esquerda.

A fala do religioso aconteceu no mesmo dia em que Nikolas chegou à capital federal após percorrer cerca de 250 quilômetros desde Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. A mobilização teve como objetivo manifestar insatisfação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sem citar diretamente o nome do parlamentar, o padre foi contundente ao questionar as motivações do ato. “Não adianta querer fazer uma marcha para Brasília alguém que nunca teve nenhum projeto a favor do povo e dizer que está defendendo a vida. Mentira. Quer o poder”, afirmou durante a homilia. “Acho que você entende o que eu estou dizendo”, completou.

A menção à caminhada surgiu em um contexto mais amplo de reflexão sobre o poder. No sermão, Ferdinando também citou o conflito entre Israel e Palestina, classificado por ele como uma “guerra por poder”, e criticou fiéis que, segundo o padre, apoiam esse tipo de postura. “Horrível! Anti-evangelho, anti-cristão”, disse.

Em um dos trechos mais fortes do discurso, o religioso afirmou que pessoas que defendem atitudes contrárias à vida não deveriam participar da comunhão. “Porque eu não posso comungar a vida e estar a favor da morte”, declarou.

O padre também voltou a se posicionar contra o armamento da população, afirmando ser incompatível com os princípios cristãos. “Não tem jeito, é impossível. A arma só tem uma finalidade: ferir e matar”, concluiu.

O vídeo do discurso circulou amplamente nas redes sociais e reacendeu debates sobre religião, política e o papel de lideranças religiosas em temas de interesse público.