Operação “Quebrando a Banca” apreende carros de luxo e investiga esquema milionário de jogos de azar no interior paulista

Polícia Civil deflagra operação contra jogos de azar e lavagem de dinheiro em São João da Boa Vista e região. Saiba detalhes da apreensão de luxo e o esquema de R$ 97 milhões.

Jan 13, 2026 - 17:01
Jan 13, 2026 - 17:17
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Operação “Quebrando a Banca” apreende carros de luxo e investiga esquema milionário de jogos de azar no interior paulista
A cidade de São João da Boa Vista foi um dos alvos centrais de uma grande operação da Polícia Civil de São Paulo na manhã desta terça-feira (13/1). Batizada de Operação “Quebrando a Banca”. Mídia: São João News/ Redes Sociais

A cidade de São João da Boa Vista está entre os municípios atingidos por uma ampla operação da Polícia Civil de São Paulo, deflagrada na manhã desta terça-feira (13), que investiga um esquema milionário de exploração ilegal de jogos de azar e lavagem de dinheiro. Batizada de Operação “Quebrando a Banca”, a ação apura a movimentação de cerca de R$ 97 milhões ao longo dos anos.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em um condomínio de alto padrão do município, onde os policiais encontraram veículos de luxo, dinheiro em espécie, dispositivos eletrônicos e materiais ligados a apostas. Os itens apreendidos serão analisados e incorporados ao inquérito em andamento.

Além de São João da Boa Vista, a operação ocorreu simultaneamente em Ribeirão Preto, Santa Rosa de Viterbo e na capital paulista, evidenciando a dimensão regional do esquema criminoso.

Estrutura sofisticada e lavagem de dinheiro

As investigações são conduzidas pela Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba, que aponta que o grupo atuava há décadas em cidades do interior de São Paulo e também de Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil, a organização possuía uma estrutura bem definida, com gerentes e operadores financeiros responsáveis por movimentar grandes quantias de dinheiro de forma fracionada — prática conhecida como smurfing, usada para dificultar o rastreamento dos recursos.

Para ocultar a origem ilícita dos valores, os investigados utilizavam empresas de fachada, laranjas e realizavam negociações imobiliárias em dinheiro vivo, além da compra de bens de alto valor registrados em nome de terceiros.

Relatórios de inteligência financeira revelaram movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos. Um dos dados que mais chamou a atenção dos investigadores foi a movimentação de mais de R$ 25 milhões atribuída ao suposto líder do grupo em apenas seis meses de 2024.

Alvos e possíveis crimes

A Operação “Quebrando a Banca” teve como foco o núcleo central da organização criminosa, incluindo o apontado como líder e o braço empresarial responsável por receber e dissimular os recursos ilegais.

Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem ou ocultação de bens, associação criminosa e exploração de jogos de azar. Até o momento, os nomes dos suspeitos não foram divulgados pelas autoridades.

As investigações seguem em andamento e novas diligências não estão descartadas.

Confira o vídeo da operação na íntegra:  https://www.facebook.com/share/v/1A4Tptpzq2/

Fonte: São João News

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