Motorista de aplicativo é presa com fuzis e granadas em BH
PM frustra transporte de arsenal pesado em Belo Horizonte. Motorista de aplicativo foi presa com 3 fuzis, pistolas e granadas que seriam usados em ataques entre facções.
Uma mulher de 27 anos, que trabalhava como motorista de aplicativo, foi presa em flagrante pela Polícia Militar durante uma operação realizada no bairro São Paulo, na Região Nordeste de Belo Horizonte. Com ela, os militares apreenderam um arsenal de armamento pesado que estava armazenado em duas malas dentro do veículo.
A ação ocorreu após o setor de inteligência da PM levantar informações sobre a possibilidade de um confronto armado entre facções criminosas que atuam no Aglomerado Alto Vera Cruz. De acordo com a corporação, os dados indicavam que uma mulher, utilizando um carro já identificado, faria o transporte de armas para criminosos envolvidos em ataques contra grupos rivais.
Durante a abordagem, os policiais localizaram uma mala no porta-malas e outra no banco traseiro do automóvel. No interior, foram encontrados três fuzis calibre 5.56, duas pistolas calibre 9 mm, um revólver, cinco granadas e grande quantidade de munições de diferentes calibres.
Por conta da presença de explosivos, o Esquadrão Antibombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foi acionado para adotar os procedimentos de segurança e realizar o isolamento da área. Segundo a PM, a suspeita não possui antecedentes criminais.
Em depoimento, a mulher relatou que enfrentava dificuldades financeiras e teria contraído um empréstimo com um homem ligado ao tráfico de drogas. Como forma de pagamento, ela afirmou ter aceitado realizar favores, entre eles o transporte das malas, alegando não saber o conteúdo exato que carregava. O material seria levado de um bairro a outro para ser utilizado em ataques a facções rivais.
Ainda conforme a Polícia Militar, o armamento apreendido seria destinado a integrantes do Comando Vermelho e possui elevado poder de fogo, sendo incomum esse tipo de material em ocorrências registradas na capital mineira.


Heloisa Guimarães 



