Morre aos 66 anos o sambista Arlindo Cruz, ícone da música brasileira

Morre aos 66 anos o sambista Arlindo Cruz, ícone da música brasileira
Arlindo Cruz marcou história no samba brasileiro. Foto: TV Globo/Divulgação

Arlindo Cruz, um dos maiores nomes do samba brasileiro, morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos. O artista estava internado desde 25 de março, tratando uma bactéria resistente relacionada a uma pneumonia, além de sequelas de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em 2017. A morte foi confirmada pela família por meio de nota nas redes sociais.

“Mais do que um artista, Arlindo foi um poeta do samba, um homem de fé, generosidade e alegria, que dedicou sua vida a levar música e amor a todos”, diz o comunicado, que destaca o legado cultural e a inspiração deixada para as próximas gerações.

A causa da morte não foi divulgada. Informações sobre velório e sepultamento serão anunciadas posteriormente.

Filho de Aracy Marques da Cruz e Arlindo Domingos da Cruz, o músico teve contato precoce com a música: a mãe tocava pandeiro, o pai cavaquinho e o tio violão. Aos sete anos, ganhou seu primeiro cavaquinho e, aos 12, já tocava diversas canções de ouvido.

Iniciou oficialmente a carreira na década de 1980, em rodas de samba do Cacique de Ramos (RJ), ao lado de Jorge Aragão, Beto Sem Braço e Almir Guineto. Foi integrante do grupo Fundo de Quintal até 1993, ganhando projeção nacional como cantor e compositor.

Ao longo da trajetória, Arlindo recebeu mais de 26 prêmios, venceu 19 disputas de samba-enredo e foi indicado cinco vezes ao Grammy Latino. Entre seus projetos marcantes está Pagode 2 Arlindos (2017), parceria com o filho Arlindinho, interrompida pelo AVC que afastou o artista dos palcos.