Ministério Público deflagra Operação “Transparência” no IBECA, em Andradas

MP de Minas deflagra Operação "Transparência" no IBECA (Andradas). Há suspeita de desvio de recursos públicos e improbidade administrativa em convênio da saúde, com falhas graves na prestação de contas.

Ministério Público deflagra Operação “Transparência” no IBECA, em Andradas
Foto: Google Streetview

O Ministério Público de Minas Gerais deflagrou, nesta segunda-feira, a Operação “Transparência” para investigar possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos repassados ao IBECA, em Andradas. A ação resultou no cumprimento de mandado de busca e apreensão de documentos físicos e eletrônicos na instituição.

A decisão foi autorizada pelo juiz Eduardo Soares de Araújo, que apontou graves falhas na prestação de contas, com indícios de possível desvio de recursos e prática de improbidade administrativa.

A investigação teve início após denúncia formal do Município de Andradas, relacionada a um contrato na área da saúde voltado ao atendimento de crianças, cuja documentação apresentava rasuras, omissões e inconsistências. Segundo o Ministério Público, não foi possível comprovar, inicialmente, se os recursos foram aplicados conforme o convênio.

Durante as apurações, surgiram suspeitas de que parte dos valores tenha sido repassada a empresas terceirizadas ligadas a pessoas próximas à direção do IBECA, sem comprovação suficiente da efetiva prestação dos serviços. Uma das empresas funcionaria no endereço residencial de representante da entidade, e outra não teria licenciamento adequado.

O Ministério Público esclarece que não há, neste momento, confirmação de crime, mas sim uma investigação em andamento. A instituição terá prazo para apresentar defesa e esclarecimentos. Os serviços prestados às crianças continuam funcionando normalmente, e não há indícios de prejuízo no atendimento.

As prefeituras envolvidas não são alvo da investigação, e os repasses de recursos não foram suspensos até o momento. Os documentos apreendidos serão analisados e, caso sejam confirmados desvios, os responsáveis poderão responder por improbidade administrativa e outros crimes. Caso contrário, eventuais falhas poderão ser regularizadas.