A saída de Gilberto Waller da presidência do Instituto Nacional do Seguro Social, oficializada nesta segunda-feira (13) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi motivada por uma combinação de desgaste político, divergências internas e dificuldades na gestão da autarquia, segundo aliados do governo.
De acordo com pessoas próximas ao ex-dirigente e integrantes do Palácio do Planalto, a principal razão da exoneração estaria na relação desgastada entre Waller e o ministro da Previdência, Wolney Queiroz. O atrito teria comprometido o alinhamento interno da pasta e influenciado diretamente a decisão do governo.
Waller permaneceu no cargo por cerca de 11 meses e será substituído pela servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira, que assume a presidência com a missão de reorganizar a gestão do instituto.
Segundo auxiliares do governo, a troca não teria surpreendido o ex-presidente do INSS, já que o cenário de tensão com a pasta da Previdência vinha se intensificando nos últimos meses. Há relatos de que o próprio ministro chegou a considerar deixar o cargo para disputar eleições, mas acabou permanecendo no governo.
Além das questões políticas, também pesaram sobre a gestão de Waller os desafios operacionais enfrentados pelo órgão. Entre eles, o aumento expressivo da fila de análise de benefícios, que atingiu patamar recorde no início de 2026, ultrapassando 3,1 milhões de requerimentos em fevereiro.
O crescimento da demanda e a dificuldade em reduzir o tempo de espera de segurados foram apontados como fatores determinantes para a mudança no comando da autarquia. O governo ainda não detalhou quais serão as prioridades da nova gestão, mas a expectativa é de que a redução da fila do INSS seja tratada como uma das principais metas imediatas.