Jornalismo em luto: morre a repórter Alice Maria após acidente na BR-381; colega também é vítima fatal

Confirmada a morte encefálica da repórter Alice Ribeiro, da Band Minas, após acidente na BR-381. Família autoriza doação de órgãos. Confira a homenagem à trajetória da jornalista.

Abr 17, 2026 - 13:48
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Jornalismo em luto: morre a repórter Alice Maria após acidente na BR-381; colega também é vítima fatal
A família da jornalista Alice Ribeiro Dadalt, de 35 anos, confirmou sua morte encefálica nesta quinta-feira (16/4). Foto: Reprodução/Redes Sociais

A jornalista Alice Maria Ribeiro dos Santos Dadalt, de 35 anos, teve a morte encefálica confirmada nesta quinta-feira (16), após o grave acidente na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela estava internada em estado crítico no Hospital João XXIII, com traumatismo craniano e múltiplas fraturas.

Repórter da Band Minas, Alice estava no veículo da emissora que se envolveu na colisão com um caminhão na tarde de quarta-feira (15), enquanto a equipe retornava a Belo Horizonte após a produção de uma reportagem sobre a duplicação da BR-381. A família confirmou que irá autorizar a doação de seus órgãos.

Natural de Belo Horizonte, Alice construiu uma carreira sólida no jornalismo. Formada pela PUC Minas em 2015, iniciou sua trajetória como estagiária em veículos como TV Globo Minas, TV Alterosa e RecordTV Minas. Ao longo dos anos, acumulou experiência em diferentes regiões do país, passando por emissoras como a TV Leste, em Governador Valadares, e a Rede Bahia, afiliada da TV Globo.

Em 2021, ingressou na Band, inicialmente em Brasília, e desde agosto de 2024 integrava a equipe de reportagem em Belo Horizonte. Colegas de profissão destacam seu comprometimento com pautas especiais e sua sensibilidade em temas sociais, especialmente relacionados ao autismo, assunto com o qual tinha forte ligação pessoal por conta do irmão.

Fora da rotina profissional, Alice vivia um momento marcante na vida familiar: a maternidade. Mãe de um bebê de menos de um ano, ela se preparava para celebrar o primeiro aniversário do filho.

O acidente também vitimou o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o veículo e morreu ainda no local da colisão. O corpo foi liberado à família e sepultado no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte. Natural de Porto Alegre (RS), Rodrigo tinha longa trajetória no jornalismo, com passagens por grandes coberturas e projetos sociais, incluindo atividades como palhaço em hospitais.

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as circunstâncias do acidente. A perícia foi acionada e colheu elementos que devem ajudar a esclarecer a dinâmica da colisão na rodovia.

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