Israel viveu na noite de domingo (5/4) uma das maiores escaladas de violência desde o início da guerra, com ataques massivos de mísseis e foguetes disparados pelo Irã e pelo grupo libanês Hezbollah. Diversas regiões do país foram atingidas, com destaque para a cidade portuária de Haifa, no norte, onde um prédio residencial de sete andares foi destruído após o impacto de um míssil iraniano, resultando em quatro mortos.
O alerta permanece nesta segunda-feira (6/4), com sirenes soando no sul e no centro de Israel, enquanto disparos vindos do Líbano continuam a atingir o território israelense. O trabalho das equipes de resgate é extremamente perigoso, já que a ogiva de 450 quilos do míssil, que não explodiu, ainda se encontra entre os escombros, obrigando à evacuação completa da área.
Os ataques não se limitaram a Haifa: cerca de 20 locais em todo o país, incluindo a região de Tel Aviv, sofreram impactos de mísseis equipados com submunições, elevando o conflito a um novo patamar de violência.
A escalada atinge também países vizinhos. O Irã lançou ataques contra os Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait, causando danos a instalações energéticas e a um complexo ministerial. No Líbano, os ataques israelenses ao sul de Beirute deixaram quatro mortos e 39 feridos, enquanto outra ofensiva matou três pessoas na região leste da capital. Em Kfar Hatta, sete civis, sendo seis da mesma família, morreram em bombardeio durante a manhã.
O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, prometeu intensificar as operações contra o Hezbollah. Já a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) demonstrou preocupação com os ataques realizados próximo às suas posições, alertando que a situação “pode provocar respostas” e apelando para que “deponham as armas” e trabalhem em prol de um cessar-fogo.
O episódio marca uma escalada crítica no conflito no Oriente Médio, com impactos humanitários e militares crescentes, e mantém a comunidade internacional em alerta diante do risco de uma guerra mais ampla na região.