Inundações no Texas já fizeram 82 mortos (incluindo 28 crianças)
As enchentes repentinas provocadas por chuvas intensas no Texas, sul dos Estados Unidos, já deixaram pelo menos 82 mortos, segundo informações atualizadas pelo governador Greg Abbott neste domingo (6). Entre as vítimas estão 28 crianças, muitas delas participantes de um acampamento cristão localizado às margens do rio Guadalupe, que subiu oito metros em apenas 45 minutos. O local abrigava cerca de 750 pessoas. Cinco meninas com idades entre 8 e 9 anos e um monitor foram confirmados como mortos, e 11 pessoas ainda estão desaparecidas.
A tragédia ocorreu na madrugada de sexta-feira, Dia da Independência dos EUA (4 de julho), após uma tempestade que despejou quase 300 milímetros de chuva por hora, o equivalente a um terço da média anual da região. O terreno da região montanhosa conhecida como Hill Country contribuiu para que os rios se transformassem rapidamente em torrentes destrutivas.
O episódio expôs falhas graves nos sistemas de alerta. O condado de Kerr, por exemplo, recebeu os avisos de risco de inundação com atraso, o que contribuiu para que muitas pessoas não fossem alertadas a tempo. A população e até autoridades estavam mais preocupadas com os festejos do feriado nacional do que com os alertas meteorológicos.
O presidente Donald Trump, ao ser questionado sobre os cortes de verbas e demissões de meteorologistas federais, minimizou a situação, dizendo que a tragédia foi repentina e "ninguém viu acontecer". Ele declarou estado de desastre no condado de Kerr e afirmou que deverá visitar a área afetada na sexta-feira.
As equipes de resgate seguem atuando intensamente, utilizando helicópteros, barcos e drones para localizar vítimas e salvar pessoas presas em árvores e acampamentos isolados. Em apenas 36 horas, mais de 850 pessoas foram resgatadas. O xerife Larry Leitha garantiu que as buscas continuarão até que todos os desaparecidos sejam encontrados. O governador também alertou para a possibilidade de novas chuvas fortes até terça-feira, o que pode agravar ainda mais a situação em áreas já atingidas.
Fonte: R7


Aline Brito 


