Traficante é condenada a 15 anos por envolvimento na morte de Matthew Perry
Justiça feita! Jasveen Sangha, a "Rainha da Cetamina", é condenada a 15 anos de prisão pela morte do ator Matthew Perry. Entenda os detalhes da sentença proferida nesta quarta (8) e como funcionava a rede de tráfico.
A traficante Jasveen Sangha, conhecida como “rainha da cetamina”, foi condenada a 15 anos de prisão por envolvimento na morte do ator Matthew Perry. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (8), encerrando uma das etapas do processo que investigou a rede de fornecimento ilegal da substância ao artista.
Conhecido mundialmente por interpretar Chandler Bing na série Friends, Perry foi encontrado morto em 2023, aos 54 anos, em sua residência. O laudo da autópsia apontou que a causa da morte foram os efeitos agudos da cetamina, que levaram o ator à perda de consciência e, posteriormente, ao afogamento em uma banheira.
De acordo com as investigações, Sangha atuava como fornecedora da droga em um esquema ilegal que envolvia intermediários e até profissionais da área da saúde. Em 2025, ela confessou participação em cinco crimes relacionados ao tráfico de entorpecentes, além de admitir que operava um ponto de armazenamento e distribuição de drogas em sua casa, em North Hollywood.
A sentença foi definida pela juíza federal Sherilyn Garnett e superou as punições aplicadas a outros envolvidos no caso, incluindo dois médicos. Segundo a acusação, Sangha forneceu dezenas de frascos de cetamina a intermediários, ciente de que a substância seria destinada ao ator.
O processo também revelou que Perry, que havia enfrentado anos de dependência química, realizava tratamento com infusões de cetamina para depressão e ansiedade. Após ter o aumento da dosagem negado por médicos, ele teria buscado a substância por meios ilegais.
Outros envolvidos no caso, como o intermediário Erik Fleming e o assistente pessoal do ator, também admitiram culpa por participação no esquema. De acordo com a investigação, doses da substância foram administradas no dia da morte do artista.
O caso reacende o debate sobre o uso terapêutico da cetamina e os riscos associados ao consumo fora de controle médico, além de expor a atuação de redes clandestinas que operam paralelamente ao sistema de saúde.






