Trump eleva tom contra o Irã e impõe prazo para reabertura de rota estratégica
Tensão global! Donald Trump dá prazo até às 21h desta terça (7) para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentar ataque sem precedentes. Teerã convoca população para proteger usinas. Entenda os riscos para o petróleo e a paz mundial.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra o Irã e afirmou que poderá ordenar um ataque “como nunca se viu antes” caso não haja avanço nas negociações entre os dois países. A declaração foi feita em entrevista à emissora Fox News, aliada ao governo republicano.
Segundo o republicano, o prazo para um acordo termina às 21h desta terça-feira (horário de Brasília). A exigência principal dos Estados Unidos é a reabertura do Estreito de Ormuz, considerado um dos pontos mais importantes para o comércio global de petróleo.
A tensão se intensificou após o Irã restringir a passagem na região, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. A medida foi tomada após bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel em território iraniano no fim de fevereiro, ampliando o conflito na região.
Em pronunciamento anterior, Trump chegou a afirmar que o Irã poderia ser “eliminado em uma noite”, caso as exigências não sejam atendidas. Apesar do tom agressivo, o presidente indicou que uma solução diplomática ainda é possível, desde que haja avanços concretos nas negociações.
Do lado iraniano, o discurso também é de resistência. O presidente Masoud Pezeshkian declarou que milhões de cidadãos estariam dispostos a defender o país. Autoridades locais também convocaram a população para formar correntes humanas em torno de instalações estratégicas, como usinas de energia, consideradas potenciais alvos de ataques.
O clima em Teerã é de apreensão. Relatos indicam temor da população diante da possibilidade de escalada militar e de impactos diretos, como cortes de energia e intensificação dos bombardeios.
As negociações diplomáticas seguem em impasse. Uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão foi rejeitada por ambas as partes. O plano previa a interrupção imediata das hostilidades e a retomada gradual do diálogo, mas foi considerado insuficiente tanto por Washington quanto por Teerã.
Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha com preocupação o desenrolar da crise. A possível interrupção prolongada no Estreito de Ormuz pode impactar diretamente os preços globais de petróleo e gás, além de aumentar o risco de um conflito de maiores proporções no Oriente Médio.






