Cruzeiro com surto de hantavírus segue para Espanha enquanto passageiros permanecem assintomáticos
Navio MV Hondius com surto de hantavírus ruma às Ilhas Canárias. Saiba detalhes sobre as 3 mortes confirmadas e o impasse político para a atracagem na Espanha.
Todos os passageiros restantes do MV Hondius, cruzeiro de luxo atingido por um surto de hantavírus, estão assintomáticos, anunciou nesta quarta-feira (6) o governo da Espanha. A doença, transmitida principalmente por roedores, pode causar problemas respiratórios e cardíacos, além de febres hemorrágicas.
O navio, operado pela empresa holandesa Oceanwide Expeditions, partiu de Ushuaia, na Argentina, e originalmente tinha como destino Cabo Verde. Até o momento, três mortes foram confirmadas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A ministra espanhola da Saúde, Mónica García, informou que passageiros não espanhóis serão repatriados, enquanto os 14 cidadãos espanhóis a bordo serão levados a um hospital em Madri e permanecerão em quarentena assim que o navio atracar.
No entanto, uma disputa interna no país tem atrasado a operação. Embora o governo espanhol tenha autorizado o MV Hondius a atracar nas Ilhas Canárias, a administração regional de Tenerife se opõe à medida, alegando falta de critérios técnicos e riscos à população local. “Solicitei uma reunião urgente com o primeiro-ministro Pedro Sánchez para discutir o assunto”, afirmou o líder do governo canário, Fernando Clavijo.
O cruzeiro deixou Cabo Verde nesta quarta-feira rumo às Canárias, onde passageiros e tripulantes serão examinados e tratados por equipes médicas antes de seguirem para seus países de origem. Segundo o Ministério da Saúde espanhol, a Espanha tem a obrigação moral e legal de prestar assistência, uma vez que as Ilhas Canárias são o local mais próximo com estrutura adequada para lidar com o surto.
O caso destaca a complexidade de gerenciar emergências de saúde em alto-mar, envolvendo protocolos internacionais, logística médica e disputas políticas regionais.
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