Câmara de Pouso Alegre aprova lei para combater assédio sexual no transporte público

Câmara de Pouso Alegre aprova lei para combater assédio sexual no transporte público
Câmara de Pouso Alegre aprova projeto de lei que cria campanhas contra assédio sexual no transporte público — Foto: Prefeitura de Pouso Alegre

A Câmara Municipal de Pouso Alegre (MG) aprovou por unanimidade um projeto de lei que institui campanhas permanentes de conscientização e combate ao assédio sexual no transporte público da cidade. A proposta passou pela segunda votação na última terça-feira (22) e segue agora para sanção da Prefeitura, que deve ocorrer até a próxima semana.

A iniciativa ganhou força após um caso recente de importunação sexual no município. Uma mulher de 31 anos denunciou um homem de 43 anos por praticar o crime de forma recorrente em um ponto de ônibus, chegando a se masturbar na presença dela. O agressor foi preso após a vítima acionar a polícia.

Além das ações de conscientização, o projeto também determina o treinamento de motoristas, cobradores e demais funcionários das empresas de transporte coletivo, para que saibam como agir em situações de assédio. A lei prevê ainda orientações aos passageiros, estimulando a denúncia e o apoio às vítimas.

Em entrevista à EPTV, afiliada da Rede Globo, o presidente da Câmara, Edson Donizetti (Republicanos), afirmou que o objetivo da proposta é garantir segurança e informação às usuárias do transporte público. “O projeto traz instruções e esclarecimentos inclusive para terceiros que estão no ônibus e podem tomar providências em defesa dessas mulheres”, explicou o vereador.

A jurista e ativista social Pâmela Vidilino também participou da entrevista e destacou a diferença entre os crimes de assédio sexual e importunação sexual. “Assédio sexual acontece quando há relação de poder (...), enquanto a importunação é qualquer ato libidinoso sem consentimento da vítima, como toques ou masturbação em público”, explicou.

Ela reforçou ainda a importância do acolhimento. “Se a vítima chega dizendo que passou por uma importunação sexual, é necessário acolher, não desmerecer o relato. É preciso encaminhar aos órgãos competentes e denunciar pelo 180”, concluiu.