Auditoria conclui que não houve favorecimento em exame de vereador de Poços de Caldas

Auditoria conclui que não houve favorecimento em exame de vereador de Poços de Caldas
Vereador de Poços de Caldas, Kleber Silva (Novo) — Foto: Reprodução EPTV

A Controladoria-Geral de Poços de Caldas (MG) determinou o arquivamento da investigação sobre uma suposta quebra de protocolo na Secretaria Municipal de Saúde relacionada à realização de um exame de ressonância magnética pelo vereador Kléber Gonçalves Silva (Novo).

A apuração começou após denúncia de que o parlamentar teria sido favorecido e furado a fila do exame, o que motivou uma visita técnica para verificar o fluxo de marcação de procedimentos de alta complexidade.

Auditoria não encontrou irregularidades

Segundo a Prefeitura, a decisão de encerrar o caso foi tomada após o recebimento do relatório final elaborado pelo Sistema Nacional de Auditoria do SUS, que não encontrou indícios de irregularidade. O documento concluiu que não havia materialidade nem autoria que sustentassem a denúncia.

O relatório destacou que a urgência do exame foi caracterizada por avaliação médica, após análise da história clínica, exame físico, raio-x e medicação.

Recomendações

Apesar de não identificar irregularidades, a auditoria recomendou a reformulação do Procedimento Operacional Padrão (POP) para solicitação de exames de alta complexidade da Rede de Urgência e Emergência (RUE). A orientação é que as solicitações passem obrigatoriamente pela Atenção Básica, especialmente pelas unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF), que funcionariam como porta de entrada, avaliando a real necessidade e subsidiando a regulação médica.

“Esta medida reforça o papel fundamental das ESFs como ordenadoras do cuidado e protege o serviço de regulação de interferências externas, evitando transtornos como os verificados neste caso”, diz trecho do relatório.

Afastamento do vereador

Durante a investigação, a Câmara Municipal de Poços de Caldas decidiu afastar o vereador Kléber Silva por 30 dias, de forma unânime, após parecer da Comissão de Ética que analisou uma possível infração ético-administrativa.

O parlamentar cumpriu a suspensão – parte dela durante o recesso legislativo de julho – sem receber subsídios no período, e já retornou ao cargo.

Silva confirmou ter feito a ressonância magnética, mas negou qualquer privilégio ou interferência política. Ele afirmou ter passado por dois hospitais públicos antes de receber a recomendação médica para realização urgente do exame.