Atlético Mineiro encerra primeira janela com sete reforços e 13 saídas no elenco
O Atlético-MG finaliza sua primeira janela com 20 movimentações no elenco, focando em "janelas de exceção" e atletas do exterior. Paralelamente, Andradas reativa sua Academia de Letras, visando preservar a memória literária local por meio de leis de incentivo como a PNAB.
O Atlético-MG encerrou a primeira janela de transferências do futebol brasileiro com intensa movimentação no elenco. Ao todo, o clube anunciou sete contratações e registrou a saída de 13 jogadores, entre negociações, empréstimos, dispensas e fim de contrato.
Entre os reforços, quatro vieram do exterior e um estava livre no mercado. Chegaram ao clube o lateral-direito Preciado, o lateral-esquerdo Renan Lodi, que estava sem contrato, o volante Tomás Pérez e os atacantes Cassierra e Alan Minda. Também foram contratados o volante Maycon e o meia Victor Hugo, atletas que atuavam no futebol brasileiro e se enquadram na chamada janela de exceção.
Dos novos nomes, Lodi, Maycon e Victor Hugo já se firmaram entre os titulares. Preciado tem alternado posição com Natanael na lateral direita, mas recebeu suas primeiras oportunidades sob o comando do técnico Eduardo Domínguez. Já Tomás Pérez foi o último reforço a chegar, tendo sido relacionado para partidas, mas ainda sem estreia oficial. Cassierra e Minda seguem em busca de mais minutos em campo.
Além das contratações, o clube também promoveu uma reformulação no grupo com a saída de 13 jogadores: Fausto Vera, Saravia, Caio Paulista, Arana, Gabriel Menino, Biel, Rony, Cadu, Isaac, João Marcelo, Robert, Gabriel Átila e Caio Maia.
Outro nome próximo de deixar o elenco é o atacante Júnior Santos, que negocia empréstimo para o Botafogo.
Mesmo com o fechamento da janela principal, o Atlético ainda pode realizar movimentações até o dia 27 de março, período destinado à contratação de atletas que participaram dos campeonatos estaduais. A diretoria avalia possíveis ajustes no elenco em conjunto com a comissão técnica.
Lucas Romero busca primeiro título em nova passagem pelo Cruzeiro Esporte Clube para se aproximar de recorde entre estrangeiros
Um dos líderes do elenco do Cruzeiro, o volante Lucas Romero tem a chance de alcançar uma marca histórica pelo clube. O argentino estará em campo na final do Campeonato Mineiro contra o Atlético Mineiro, neste domingo, às 18h, no Estádio Mineirão, e busca conquistar o primeiro título desde que retornou à equipe.
Romero vive sua segunda passagem pelo Cruzeiro. Na primeira, entre 2016 e 2019, o jogador conquistou quatro títulos: duas edições da Copa do Brasil e dois Campeonatos Mineiros. Após o último estadual, deixou o clube rumo ao Club Atlético Independiente.
Caso levante a taça neste domingo, o volante ficará ainda mais próximo de se tornar o estrangeiro mais vitorioso da história do Cruzeiro. Atualmente, o recorde pertence ao ex-lateral Juan Pablo Sorín, que conquistou seis títulos pelo clube em três passagens: uma Copa do Brasil, duas edições da Copa Sul-Minas e três Campeonatos Mineiros.
Entre os estrangeiros que vestiram a camisa celeste, Romero também aparece empatado em número de conquistas com os meio-campistas Ariel Cabral e Carlos Maldonado. Cabral levantou as mesmas taças do atual camisa do Cruzeiro, enquanto Maldonado integrou o elenco campeão da Tríplice Coroa de 2003 e também do Mineiro de 2004.
O atual elenco cruzeirense conta com cinco jogadores estrangeiros, mas Romero é o único que já conquistou títulos pelo clube. Os demais são Lucas Villalba, Sinisterra, Arroyo e Néiser.
De volta a Belo Horizonte há pouco mais de dois anos, o argentino também alcançou outro marco importante. Ele ultrapassou Ariel Cabral e se tornou o estrangeiro com mais jogos na história do Cruzeiro. Com 11 partidas disputadas em 2026, Romero soma 275 jogos com a camisa celeste.
Nesta segunda passagem, o volante também esteve perto de levantar um título internacional. Em 2024, o Cruzeiro ficou com o vice-campeonato da Copa Sul-Americana. No mesmo ano, a equipe também foi derrotada pelo Atlético na final do Campeonato Mineiro.
Academia de Letras Andradense é reativada para fortalecer a literatura e a memória cultural da cidade
A cidade de Andradas passa a contar novamente com uma instituição dedicada à valorização da literatura e da cultura local. A Academia de Letras Andradense (ALA) está sendo reativada com o objetivo de reunir escritores da cidade, incentivar a produção literária e preservar a memória cultural do município.
A iniciativa partiu dos escritores Elias Claro Batista e Tiago Modesto, que inicialmente buscavam criar uma nova entidade voltada aos autores locais. Durante o processo, eles descobriram que a academia já havia sido fundada na década de 1970. A partir dessa constatação, surgiu a proposta de reativar a instituição com a participação de um de seus membros fundadores, o historiador e escritor Sebastião Roberto de Campos.
Segundo Elias Claro Batista, a ideia de reativação vem sendo discutida há mais de dois anos. “A academia em si existe desde os anos 1970, e estamos reativando-a com o membro fundador Sebastião Roberto de Campos — a maior homenagem que poderíamos conceder, ainda em vida, ao historiador e escritor”, afirma.
Membros fundadores
A nova composição da ALA conta com 14 cadeiras, cada uma com um patrono ou patronesse da literatura ou da cultura brasileira. Entre os nomes escolhidos estão referências como Machado de Assis, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Cecília Meireles, além de figuras marcantes da cultura nacional como Ariano Suassuna, Ziraldo, Luis Fernando Verissimo, Caio Fernando Abreu e Augusto Boal.
Entre os integrantes da academia estão nomes como Elias Claro Batista, Tiago Modesto, Juliano Cézar Sasseron, Régis Alexandre Hipólito, Raquel Neves, Diego Gonçalves Marques Rezende, Leonardo Piana Jordão Ribeiro, Olímpio Roberto Vieira da Silva, Laís Barros Martins, Frederico Armando Teixeira Braga, José Antônio Conti Júnior, Paulo David de Paula e Vanessa Cazarotto de Oliveira.
Missão e objetivos
Neste momento inicial, a principal missão da Academia de Letras Andradense é promover e preservar a língua portuguesa, além de valorizar a história e a produção literária da cidade. Entre os objetivos da entidade estão incentivar a escrita local, dar visibilidade aos autores andradenses e preservar a memória cultural do município.
A academia já possui um pré-estatuto, enquanto o documento definitivo está sendo elaborado em conjunto pelos membros fundadores.
Incentivo a novos autores
Entre as propostas da ALA estão a realização de concursos literários voltados a jovens estudantes, a promoção de eventos culturais e o apoio a escritores na busca por recursos por meio de leis de incentivo à cultura.
A instituição também pretende estabelecer parcerias com academias e instituições culturais da região. Uma das primeiras entidades a manifestar apoio foi a academia de letras de São João da Boa Vista.
Cultura e oportunidades
Para Elias Claro Batista, o momento cultural do país abre oportunidades para o fortalecimento da produção literária. Ele destaca iniciativas como a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, que prevê investimentos federais no setor cultural até 2029.
“A literatura é algo perene e permanece para as próximas gerações”, afirma.
Legado e mensagem aos jovens
Com a reativação da academia, os idealizadores esperam consolidar uma instituição duradoura e atuante na cultura local.
Ao falar com jovens que sonham em escrever, Elias lembra de sua própria trajetória. Nascido na zona rural e vindo de uma família humilde, ele conta que iniciou sua carreira como locutor e encontrou na escrita um desafio. Hoje possui três obras publicadas, além de premiações e participações em concursos literários internacionais.
“Se eu consegui, qualquer pessoa também pode conseguir. No que for necessário, a ALA estará à disposição para incentivar e apoiar os novos escritores”, conclui.
Leonardo Jardim é apresentado no Flamengo e admite erro em declaração sobre o Cruzeiro
O técnico português Leonardo Jardim foi apresentado oficialmente nesta quinta-feira como novo comandante do Flamengo. Em sua primeira entrevista após assumir o cargo, o treinador afirmou que foi “ingênuo” ao declarar, quando trabalhava no Cruzeiro, que não treinaria outro clube no Brasil.
Jardim chega para substituir Filipe Luís e comandou nesta semana os primeiros treinos no centro de treinamento do clube, o Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro. Segundo ele, a decisão de aceitar o convite foi motivada pela grandeza da equipe carioca.
“Flamengo é um clube de dimensão mundial, está no topo dos melhores clubes do mundo. É uma grande motivação estar aqui e ser treinador da Nação”, afirmou.
Declaração sobre o Cruzeiro
Questionado sobre a frase dita quando deixou o clube mineiro — de que não treinaria outra equipe no país — o treinador explicou que a declaração foi feita em um momento de emoção e que acabou sendo precipitada.
“Fui emotivo porque acreditava em um projeto de médio e longo prazo. Mas a vida cria surpresas. Tive problemas familiares e também existiam algumas divergências de ideias dentro da estrutura do clube”, disse.
Apesar da saída do clube mineiro, Jardim destacou que mantém carinho pelo Cruzeiro e afirmou que o capítulo foi encerrado. Agora, segundo ele, o foco está totalmente no novo desafio à frente do Flamengo.
Continuidade do trabalho
Durante a apresentação, o treinador afirmou que pretende preservar as características do elenco rubro-negro e dar continuidade ao trabalho desenvolvido anteriormente.
“O treinador tem suas ideias, mas precisa aproveitar as características dos jogadores. Aqui temos atletas de posse de bola, mas também jogadores agressivos. Não vamos alterar o DNA da equipe”, explicou.
Jardim destacou ainda que mantém boa relação com Filipe Luís e que chegou a conversar com o ex-treinador antes de assumir o cargo.
Estreia em decisão
A estreia oficial do técnico português já será em um clássico decisivo do Campeonato Carioca. O Flamengo enfrentará o Fluminense em uma final no Maracanã.
“É um grande jogo de entrada. Clássico, final e com muita emoção. Nosso objetivo é claro: lutar pelo título”, afirmou.
Gestão de elenco
O treinador também comentou a forma como pretende conduzir o grupo e ressaltou que prioriza sempre o coletivo.
“Defendo primeiro o clube à frente de qualquer individualidade. A equipe é mais importante do que qualquer jogador”, disse.
Sobre o atacante Pedro, Jardim afirmou que acredita no potencial do atleta e que o desempenho no dia a dia definirá o espaço de cada jogador na equipe.
Expectativa
Ao falar sobre o futebol brasileiro, o treinador destacou a paixão dos torcedores e o ambiente dos estádios como fatores que o motivaram a retornar ao país.
“Futebol no Brasil é uma religião. Estádios cheios e torcedores apaixonados. Isso faz parte da motivação de trabalhar aqui”, concluiu.






