Atlético Mineiro encerra primeira janela com sete reforços e 13 saídas no elenco

O Atlético-MG finaliza sua primeira janela com 20 movimentações no elenco, focando em "janelas de exceção" e atletas do exterior. Paralelamente, Andradas reativa sua Academia de Letras, visando preservar a memória literária local por meio de leis de incentivo como a PNAB.

Atlético Mineiro encerra primeira janela com sete reforços e 13 saídas no elenco
Renan Lodi; Atlético-MG x Tombense — Foto: Pedro Souza / Atlético

O Atlético-MG encerrou a primeira janela de transferências do futebol brasileiro com intensa movimentação no elenco. Ao todo, o clube anunciou sete contratações e registrou a saída de 13 jogadores, entre negociações, empréstimos, dispensas e fim de contrato.

Entre os reforços, quatro vieram do exterior e um estava livre no mercado. Chegaram ao clube o lateral-direito Preciado, o lateral-esquerdo Renan Lodi, que estava sem contrato, o volante Tomás Pérez e os atacantes Cassierra e Alan Minda. Também foram contratados o volante Maycon e o meia Victor Hugo, atletas que atuavam no futebol brasileiro e se enquadram na chamada janela de exceção.

Dos novos nomes, Lodi, Maycon e Victor Hugo já se firmaram entre os titulares. Preciado tem alternado posição com Natanael na lateral direita, mas recebeu suas primeiras oportunidades sob o comando do técnico Eduardo Domínguez. Já Tomás Pérez foi o último reforço a chegar, tendo sido relacionado para partidas, mas ainda sem estreia oficial. Cassierra e Minda seguem em busca de mais minutos em campo.

Além das contratações, o clube também promoveu uma reformulação no grupo com a saída de 13 jogadores: Fausto Vera, Saravia, Caio Paulista, Arana, Gabriel Menino, Biel, Rony, Cadu, Isaac, João Marcelo, Robert, Gabriel Átila e Caio Maia.

Outro nome próximo de deixar o elenco é o atacante Júnior Santos, que negocia empréstimo para o Botafogo.

Mesmo com o fechamento da janela principal, o Atlético ainda pode realizar movimentações até o dia 27 de março, período destinado à contratação de atletas que participaram dos campeonatos estaduais. A diretoria avalia possíveis ajustes no elenco em conjunto com a comissão técnica.

Romero busca primeiro título na volta ao Cruzeiro para colar em Sorín, recordista entre estrangeiros Volante conquistou dois Mineiro e duas Copas do Brasil na primeira passagem pela Toca Por Guilherme Macedo — Belo Horizonte 05/03/2026 12h07 Atualizado há uma hora Cruzeiro tem semana para colocar o "pé na forma" para final Cruzeiro tem semana para colocar o "pé na forma" para final Um dos líderes do atual elenco e presente no último título mineiro do Cruzeiro, Lucas Romero persegue a marca de maior campeão estrangeiro da história do clube. O argentino será titular na final contra o Atlético-MG, às 18h (de Brasília) deste domingo, no Mineirão. + ✅ Clique aqui e siga o canal da torcida do Cruzeiro no WhatsApp! Mais notícias do Cruzeiro Cruzeiro defende hegemonia sobre rival Atlético-MG no Mineirão; veja números Escalação do Cruzeiro: Gerson treina parcialmente, e Cássio faz trabalhos internos antes de clássico O volante está na segunda passagem pelo Cruzeiro. Na primeira, entre 2016 e 2019, conquistou duas edições da Copa do Brasil e duas também do Estadual. Saiu rumo ao Independiente, depois da conquista do Mineiro, sete anos atrás. O "Perro", capitão do time sempre que Lucas Silva não está em campo, persegue a marca de Juan Pablo Sorín, líder do ranking com seis títulos. O ex-lateral-esquerdo teve três passagens pela Toca, vencendo uma Copa do Brasil, duas Sul-Minas e três Mineiros. Entre os jogadores estrangeiros que defenderam o Cruzeiro, Lucas Romero está empatado em conquistas com outros dois meio-campistas: Ariel Cabral e Carlos Maldonado. O primeiro é compatriota de Romero e conquistou as mesmas taças que ele; o segundo, que é chileno, esteve presente na Tríplice Coroa de 2003 e venceu também o Mineiro do ano seguinte. O elenco atual do Cruzeiro conta com cinco estrangeiros, e Lucas Romero foi o único deles a erguer troféus com a camisa do clube. Lucas Villalba chegou em 2024, Sinisterra e Arroyo estão na Toca desde o ano passado, e Néiser chegou para a atual temporada. Kaio Jorge e Lucas Romero comemorando gol em Cruzeiro x Pouso Alegre — Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro Kaio Jorge e Lucas Romero comemorando gol em Cruzeiro x Pouso Alegre — Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro Lucas Romero retornou a Belo Horizonte há pouco mais de dois anos. Nesse período, ultrapassou Ariel Cabral e se tornou o estrangeiro com mais jogos na história do clube. Com 11 jogos em 2026, acumula 275 partidas com a camisa do Cruzeiro. Nesta segunda passagem, o argentino passou perto de conquistar o primeiro título internacional pelo clube, ficando com o vice-campeonato da Sul-Americana em 2024. No mesmo ano, perdeu para o Atlético a final do Mineiro, no Mineirão.

Lucas Romero busca primeiro título em nova passagem pelo Cruzeiro Esporte Clube para se aproximar de recorde entre estrangeiros

Um dos líderes do elenco do Cruzeiro, o volante Lucas Romero tem a chance de alcançar uma marca histórica pelo clube. O argentino estará em campo na final do Campeonato Mineiro contra o Atlético Mineiro, neste domingo, às 18h, no Estádio Mineirão, e busca conquistar o primeiro título desde que retornou à equipe.

Romero vive sua segunda passagem pelo Cruzeiro. Na primeira, entre 2016 e 2019, o jogador conquistou quatro títulos: duas edições da Copa do Brasil e dois Campeonatos Mineiros. Após o último estadual, deixou o clube rumo ao Club Atlético Independiente.

Caso levante a taça neste domingo, o volante ficará ainda mais próximo de se tornar o estrangeiro mais vitorioso da história do Cruzeiro. Atualmente, o recorde pertence ao ex-lateral Juan Pablo Sorín, que conquistou seis títulos pelo clube em três passagens: uma Copa do Brasil, duas edições da Copa Sul-Minas e três Campeonatos Mineiros.

Entre os estrangeiros que vestiram a camisa celeste, Romero também aparece empatado em número de conquistas com os meio-campistas Ariel Cabral e Carlos Maldonado. Cabral levantou as mesmas taças do atual camisa do Cruzeiro, enquanto Maldonado integrou o elenco campeão da Tríplice Coroa de 2003 e também do Mineiro de 2004.

O atual elenco cruzeirense conta com cinco jogadores estrangeiros, mas Romero é o único que já conquistou títulos pelo clube. Os demais são Lucas Villalba, Sinisterra, Arroyo e Néiser.

De volta a Belo Horizonte há pouco mais de dois anos, o argentino também alcançou outro marco importante. Ele ultrapassou Ariel Cabral e se tornou o estrangeiro com mais jogos na história do Cruzeiro. Com 11 partidas disputadas em 2026, Romero soma 275 jogos com a camisa celeste.

Nesta segunda passagem, o volante também esteve perto de levantar um título internacional. Em 2024, o Cruzeiro ficou com o vice-campeonato da Copa Sul-Americana. No mesmo ano, a equipe também foi derrotada pelo Atlético na final do Campeonato Mineiro.

1 – Como surgiu a ideia de criar a Academia de Letras de Andradas? A ALA surgiu da ideia de reunir os escritores andradenses. A princípio, eu e Tiago Modesto demos início ao projeto. Com o tempo, procuramos Sebastião Roberto de Campos e descobrimos que essa academia já existia. Então, resolvemos reativá-la, com o intuito de promover o crescimento da literatura em Andradas. ________________________________________ 2 – Quem foram os idealizadores do projeto e há quanto tempo essa iniciativa vinha sendo planejada? A ideia da criação da academia tem mais de dois anos. No entanto, a academia em si existe desde os anos 1970, e estamos reativando-a com o membro fundador Sebastião Roberto de Campos — a maior homenagem que poderíamos conceder, ainda em vida, ao historiador e escritor. Os idealizadores da reativação são eu (Elias Claro Batista) e Tiago Modesto. Contamos ainda com 14 membros fundadores. Conheça os membros da ALA, suas cadeiras e patronos: Cadeira nº 1 Sebastião Roberto de Campos Patrono: Ulysses Guimarães Cadeira nº 2 Elias Claro Batista Patrono: Ariano Suassuna Cadeira nº 3 Tiago Modesto Patronesse: Nilza Alves Pontes Marques Cadeira nº 4 Juliano Cézar Sasseron Patrono: Ziraldo Cadeira nº 5 Régis Alexandre Hipólito Patrono: Luis Fernando Verissimo Cadeira nº 6 Raquel Neves Patrono: Machado de Assis Cadeira nº 7 Diego Gonçalves Marques Rezende Patrono: Jorge Amado Cadeira nº 8 Leonardo Piana Jordão Ribeiro Patrono: Caio Fernando Abreu Cadeira nº 9 Olimpio Roberto Vieira da Silva Patrono: Augusto Boal Cadeira nº 10 Laís Barros Martins Patronesse: Zenaide Stivanin Galhardo Cadeira nº 11 Frederico Armando Teixeira Braga Patronesse: Isolde Helena Brans Cadeira nº 12 José Antônio Conti Júnior Patrono: Graciliano Ramos Cadeira nº 13 Paulo David de Paula Patrono: Guimarães Rosa Cadeira nº 14 Vanessa Cazarotto de Oliveira Patronesse: Cecília Meireles ________________________________________ 3 – Qual é a principal missão da Academia neste momento inicial? A principal missão da Academia de Letras Andradense (ALA) é promover e preservar a língua portuguesa, a história e a literatura local. Objetivos centrais: • Cultivar a língua portuguesa em Andradas • Estimular a produção literária local • Preservar a memória cultural e literária da cidade • Reunir escritores de destaque ________________________________________ 4 – A Academia já nasce com um estatuto definido? Como foi o processo de organização? Temos atualmente um pré-estatuto. O novo estatuto está sendo elaborado em conjunto com os membros fundadores. ________________________________________ 5 – Qual será o papel da Academia no fortalecimento da cultura e da literatura em Andradas? Primeiramente, pretendemos dar mais visibilidade aos escritores andradenses. Andradas é muito bem servida no que diz respeito à música e a outras artes, mas sentimos a necessidade de dar maior ênfase à literatura. ________________________________________ 6 – De que forma a instituição pretende incentivar novos escritores da cidade? O incentivo virá por meio de concursos voltados aos jovens estudantes e também pelo apoio aos escritores na busca por recursos por meio das leis de incentivo. Hoje, alguns escritores que fazem parte da ALA escreveram e publicaram suas obras com recursos próprios, sendo que atualmente existem mecanismos de fomento que podem auxiliar nesse processo. ________________________________________ 7 – Há planos para parcerias com escolas, universidades ou instituições culturais? Já tivemos vários contatos e contamos com alguns projetos em observação pelos membros, para futura aprovação, como é o caso da Semana Nacional de Arquivos. Nossa parceria inicial é com academias da região. Uma das primeiras a manifestar apoio foi a Academia de São João da Boa Vista-SP. ________________________________________ 8 – A Academia pretende promover concursos literários, saraus ou publicações próprias? A ideia é, sim, desenvolver projetos nesse sentido. No entanto, os encaminhamentos futuros dependerão das propostas e decisões dos membros fundadores. ________________________________________ 9 – A Academia pretende resgatar ou registrar a memória literária e histórica de Andradas? Os escritores andradenses já realizam esse trabalho com maestria por meio de suas obras, muitas delas de caráter histórico e nem sempre valorizadas como deveriam. Novas ideias estão surgindo para fortalecer ainda mais essa missão. ________________________________________ 10 – Como o senhor enxerga o momento cultural de Andradas atualmente? Andradas vive uma oportunidade única, em que o governo disponibiliza recursos por meio das leis de incentivo à cultura, como a Lei Aldir Blanc, agora consolidada como Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). A legislação tornou-se permanente, garantindo R$ 15 bilhões até 2029 para o setor cultural em todo o Brasil. A literatura é algo perene e permanece para as próximas gerações. ________________________________________ 11 – Qual legado o senhor espera deixar com essa iniciativa? Esperamos deixar como legado uma academia forte e duradoura, com vida longa e atuação significativa na cultura andradense. ________________________________________ 12 – Que mensagem o senhor gostaria de deixar para os jovens que sonham em escrever? Sonhar não custa nada. Eu nasci na zona rural, em uma família humilde. Fui locutor durante boa parte da vida, e a escrita era um desafio. Hoje tenho três obras publicadas, um prêmio internacional e participação em concurso literário na China e Espanha, representando o Brasil. Ou seja, se eu consegui, qualquer pessoa também pode conseguir. No que for necessário, a ALA estará à disposição para incentivar e apoiar os novos escritores.

Academia de Letras Andradense é reativada para fortalecer a literatura e a memória cultural da cidade

A cidade de Andradas passa a contar novamente com uma instituição dedicada à valorização da literatura e da cultura local. A Academia de Letras Andradense (ALA) está sendo reativada com o objetivo de reunir escritores da cidade, incentivar a produção literária e preservar a memória cultural do município.

A iniciativa partiu dos escritores Elias Claro Batista e Tiago Modesto, que inicialmente buscavam criar uma nova entidade voltada aos autores locais. Durante o processo, eles descobriram que a academia já havia sido fundada na década de 1970. A partir dessa constatação, surgiu a proposta de reativar a instituição com a participação de um de seus membros fundadores, o historiador e escritor Sebastião Roberto de Campos.

Segundo Elias Claro Batista, a ideia de reativação vem sendo discutida há mais de dois anos. “A academia em si existe desde os anos 1970, e estamos reativando-a com o membro fundador Sebastião Roberto de Campos — a maior homenagem que poderíamos conceder, ainda em vida, ao historiador e escritor”, afirma.

Membros fundadores

A nova composição da ALA conta com 14 cadeiras, cada uma com um patrono ou patronesse da literatura ou da cultura brasileira. Entre os nomes escolhidos estão referências como Machado de Assis, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Cecília Meireles, além de figuras marcantes da cultura nacional como Ariano Suassuna, Ziraldo, Luis Fernando Verissimo, Caio Fernando Abreu e Augusto Boal.

Entre os integrantes da academia estão nomes como Elias Claro Batista, Tiago Modesto, Juliano Cézar Sasseron, Régis Alexandre Hipólito, Raquel Neves, Diego Gonçalves Marques Rezende, Leonardo Piana Jordão Ribeiro, Olímpio Roberto Vieira da Silva, Laís Barros Martins, Frederico Armando Teixeira Braga, José Antônio Conti Júnior, Paulo David de Paula e Vanessa Cazarotto de Oliveira.

Missão e objetivos

Neste momento inicial, a principal missão da Academia de Letras Andradense é promover e preservar a língua portuguesa, além de valorizar a história e a produção literária da cidade. Entre os objetivos da entidade estão incentivar a escrita local, dar visibilidade aos autores andradenses e preservar a memória cultural do município.

A academia já possui um pré-estatuto, enquanto o documento definitivo está sendo elaborado em conjunto pelos membros fundadores.

Incentivo a novos autores

Entre as propostas da ALA estão a realização de concursos literários voltados a jovens estudantes, a promoção de eventos culturais e o apoio a escritores na busca por recursos por meio de leis de incentivo à cultura.

A instituição também pretende estabelecer parcerias com academias e instituições culturais da região. Uma das primeiras entidades a manifestar apoio foi a academia de letras de São João da Boa Vista.

Cultura e oportunidades

Para Elias Claro Batista, o momento cultural do país abre oportunidades para o fortalecimento da produção literária. Ele destaca iniciativas como a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, que prevê investimentos federais no setor cultural até 2029.

“A literatura é algo perene e permanece para as próximas gerações”, afirma.

Legado e mensagem aos jovens

Com a reativação da academia, os idealizadores esperam consolidar uma instituição duradoura e atuante na cultura local.

Ao falar com jovens que sonham em escrever, Elias lembra de sua própria trajetória. Nascido na zona rural e vindo de uma família humilde, ele conta que iniciou sua carreira como locutor e encontrou na escrita um desafio. Hoje possui três obras publicadas, além de premiações e participações em concursos literários internacionais.

“Se eu consegui, qualquer pessoa também pode conseguir. No que for necessário, a ALA estará à disposição para incentivar e apoiar os novos escritores”, conclui.

Leonardo Jardim diz que foi ingênuo em frase no Cruzeiro e explica sim ao Flamengo: "Dimensão mundial" Veja como foi a primeira entrevista do técnico português, que chega para substituir Filipe Luís Por Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro 05/03/2026 12h29 Atualizado 05/03/2026 Leonardo Jardim afirma que foi ingênuo ao dizer que no Brasil só trabalharia no Cruzeiro Leonardo Jardim afirma que foi ingênuo ao dizer que no Brasil só trabalharia no Cruzeiro Leonardo Jardim foi apresentado oficialmente como novo técnico do Flamengo na tarde desta quinta-feira, após o treino da manhã no Ninho do Urubu. Esta foi a segunda atividade comandada pelo português, que chegou na quarta para substituir Filipe Luís no cargo. Em sua primeira entrevista como comandante rubro-negro, o ex-treinador do Cruzeiro explicou a decisão de voltar a trabalhar no Brasil. — Flamengo é um clube de dimensão mundial, está no topo dos melhores clubes do mundo. É uma grande motivação estar aqui e ser treinador da Nação. Quero continuar nas conquistas. O clube vive de títulos e resultados — declarou em entrevista ao canal oficial do clube no YouTube. Leonardo Jardim e José Boto no Flamengo — Foto: Emanuelle Ribeiro Leonardo Jardim e José Boto no Flamengo — Foto: Emanuelle Ribeiro Perguntado sobre a declaração que deu na época do Cruzeiro de que não treinaria outro clube no Brasil, Jardim disse ter sido ingênuo e infeliz em sua frase e explicou que, além dos problemas pessoas, havia divergência de ideias entre a Raposa e o que ele acreditava: — Falei o que foi sentido. Me sentia bem em BH, acreditava num projeto a médio longo prazo, mas a vida nos cria surpresas, tive problemas na ordem familiar e pessoal que eu tinha que resolver. Ao mesmo tempo existia dentro da estrutura algumas ideias diferentes do que eu acreditava, por isso acabou por se encerrar mais cedo o capítulo Cruzeiro. Fui emotivo porque acreditava que o projeto seria a longo prazo, mas também fui ingênuo, uma coisa que não costumo ser porque sou muito pragmático, mas às vezes a emoção nos leva a ter algumas tiradas infelizes. Agora como treinador do Flamengo, o capítulo do Cruzeiro passou e quero estar focado nesse novo capítulo. Leonardo Jardim analisa elenco do Flamengo: "Extremamente satisfeito com os jogadores" Leonardo Jardim analisa elenco do Flamengo: "Extremamente satisfeito com os jogadores" Na apresentação, Jardim ganhou uma camisa de número 12 às costas, que representa a torcida como "12º jogador". Sobre estilo, o técnico tem fama de trabalhos com times que jogam mais na forma de transição, mas garantiu que não vai mudar o DNA rubro-negro: — O treinador tem suas ideias, mas a principal virtude é rentabilizar seus ativos. Tive trabalhos com jogadores de transição, mas preciso aproveitar as características dos jogadores. Aqui tenho jogadores de posse, mas também jogadores agressivos. O jogo de futebol não é só uma característica. Não vamos alterar neste momento porque já temos algo formado. Minha mensagem eu passei para os jogadores. Conheço o Flamengo bem porque jogamos ano passado o mesmo campeonato. Sei das qualidades e virtudes que o time tem. Com certeza, o treinador não vai trocar o DNA da equipe. Vai tentar colocar seu cunho pessoal em algumas situações, mas com certeza vamos aproveitar muito do trabalho do Luís. Era um dos treinadores brasileiros que eu tinha uma boa relação, a gente trocava algumas ideias. Meu objetivo é dar continuidade e dar meu cunho pessoal, o que é normal. Leonardo Jardim em entrevista coletiva no Flamengo — Foto: Emanuelle Ribeiro / ge Leonardo Jardim em entrevista coletiva no Flamengo — Foto: Emanuelle Ribeiro / ge ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Flamengo no WhatsApp Veja outras respostas da entrevista: Primeira impressão do elenco — Dei importância a vir para cá trabalhar assim que resolvemos a situação. Sabemos que temos confrontos muito importantes agora no fim de semana. Primeira impressão que tive dos jogadores foi muito boa, muito abertos ao trabalho, com boa atitude. As condições são boas, com um bom centro de treinamento no Ninho. Por isso temos reunido condições para dar continuidade ao que fizemos no passado e sermos uma equipe dominante que pretende conquistar todas as competições. Estreia numa final — Acho que é um bom jogo de entrada. É um jogo emocionante, com um rival. Com certeza queremos ser dominantes, vencer o jogo. Há uma carga emocional. Lembro de vir ao Brasil há mais de 20 anos e ver um Fla-Flu no Maracanã antigo com o ambiente que era... Reconheço a competitividade, a competição e nosso objetivo só pode ser campeão do Rio de Janeiro. Elenco e estilo de jogo — Minha forma de viver o futebol e trabalhar eu dou sempre importância ao elenco que tenho e às características. Temos um DNA no clube e queremos mantê-lo, o elenco está formado desta forma. Não vamos alterar radicalmente, mesmo que eu acredite em outras coisas. Vamos tentar impor algumas ideias, mas sei o que foi o Flamengo no ano anterior e queremos manter essas características. — Algumas das ideias do Filipe vão continuar. O jogo tem muitas nuances. Há momentos que temos que jogar em transição, em outros temos que ter a posse. Temos que jogar mais baixo, em outros momentos marcar mais alto... As melhores equipes do mundo têm que ter variabilidade. Se formos só de posse e o adversário nos pressionar nós vamos ter dificuldade. Não queremos fugir do DNA desse grupo. Temos que jogar um futebol de acordo com nossos jogadores. Desafio de substituir Filipe Luís — Na minha vida tenho tido experiências. Tive uma experiência parecida com essa no Mônaco, onde eu saí, vínhamos de uma vitória de 4 a 1 contra o Lille em dezembro de 2019. Sei que não era uma situação fácil, mas logo que recebi o convite do Flamengo... Vocês sabem que tenho uma proximidade com o Filipe e liguei. Na mensagem, dizia: "Se não fosse o Jardim, ia vir outra pessoa. Na decisão da sua saída, eu não tive interferência nenhuma. Nossa relação pelo meu lado é a mesma." E ele respondeu: "Jardim, nossa relação é igual. A disponibilidade no Rio é a mesma coisa". — A informação do Filipe eu também passei para os jogadores. Porque sei o que é a vida do treinador. Já recebi treinadores da equipe. Fui despedido e recebi treinador que vinha. Não tenho culpa. Ele está entrando em um processo e tem que fazer o trabalho dele. Falei com o Filipe de forma madura e acho que isso não inviabiliza a relação que criamos. Histórico de romper contratos — É verdade que deixei alguns trabalhos por decisão pessoal porque não fico em lugar só por salário. Eu vejo o futebol como meu trabalho, naquilo que eu acredito e tem que ser da forma que eu acredito. Tenho que ter minha identidade. Tive dois clubes em que fiquei muitos anos, o Camacha e o Monaco, que me deram liberdade de trabalhar. Sei que no projeto do Flamengo só as vitórias podem prolongar a nossa estadia e por isso temos que trabalhar. O sucesso no dia do jogo não é só escalar a equipe. A equipe nunca vai ser unânime. Temos 23 jogadores, não só 11 base e mais dois ou três. Talvez eu vá me enganar no início, mas depois vou encontrar o caminho. Vamos aproveitar essa quantidade e qualidade do elenco. Chegada sob pressão — Uma chegada é difícil porque estamos a quatro dias de um clássico e sei a importância dos clássicos para a torcida. Também quero competir com um adversário que tem nos criado alguma dificuldade. Cheguei sem equipe técnica porque foi muito em cima do fim de semana. Minha equipe técnica não estava preparada. Curiosamente estava no Brasil, tinha vindo para um casamento. Foi fácil deslocar de BH para o Rio. Agradeço ao estafe do Flamengo pelo apoio, aos jogadores também. Dois dias que não tive tempo para nada. Reuniões, observações, sem tempo para ver as coisas ao redor. Focado porque sabia que tinha quatro dias para organizar um jogo da importância de Flamengo x Fluminense na final do campeonato. Trabalho como gestor — As reuniões são feitas diariamente. O Boto está aqui todos os dias. Tive dois dias com o presidente, e dois com o Boto. Temos que convergir ideias, nossas estratégias. Mais do que reuniões, é ter ideias transversais, seja a direção ou os jogadores. Minha condição é ser treinador em primeiro lugar, não só escalar a equipe, mas também orientar processos, para o produto final ser melhor. Futebol é encaixe, não somente escalar. Para escalar, precisa estar bem fisicamente. Para estar bem fisicamente, precisa de exigências. São cenários que a gente tem que escalar. O torcedor quer escalar, se joga Bruno Henrique ou Pedro. Temos que fazer encaixes para que o produto final seja o melhor. Gosto de ter uma palavra ativa porque não acredito em treinador somente para escalar equipe. Carências de elenco Leonardo Jardim cita estratégia que usou contra o Flamengo e comenta modelo de jogo Leonardo Jardim cita estratégia que usou contra o Flamengo e comenta modelo de jogo — Com certeza que eu de forma exterior vi o Flamengo durante 11 meses em que estive no Brasil. Conheço a qualidade dos nossos jogadores. Em termos de característica, tenho uma equipe com mais característica de posse do que de transição. Tínhamos o Bruno, que tinha mais característica de transição, o Yan (Wallace), de transição. Mas era uma equipe muito técnica. O que quero é manter a identidade e aproveitar que os momentos do jogo possam criar outras soluções. O time tem que ter suas características e outras mudanças a depender do adversário. Uma equipe como o Flamengo tem que estudar todos os mercados. Como o Real Madrid, que é um time da dimensão do Flamengo, todos os anos trocando dois. É importante para a motivação, importante trocar jogadores, para a dinâmica. Estou satisfeito com os jogadores, que mostraram a capacidade num passado recente. Negociação em dezembro — Em dezembro, minha situação pessoal não permitia. Eu tinha que resolver minhas situações pessoais e de saúde, não trabalhar. Tivemos uma pequena conversa com a possibilidade do Filipe não ficar, também tive conversas com clubes na Europa, mas minha decisão estava tomada. Minha passagem já estava marcada há dois meses e meio para vir a Minas Gerais. Como vocês sabem, entramos em contato também em 2020 quando o Jorge Jesus saiu. Venho para um clube com a dimensão do Flamengo com a ambição de conquistar todos os títulos. Relação com o futebol brasileiro — Sou apaixonado pelo futebol do Brasil. As pessoas amam, futebol é uma religião, estádios cheios, apoio. Tudo isso é importantíssimo. Minha vinda regia-se por isso. Estava no Oriente Médio e é o inverso. Não estamos falando de salário, mas do público, da emoção. O Brasil tem isso. Fora do futebol é formidável. Vim ao Brasil, antes do Cruzeiro, umas vinte e tantas vezes. Conheço desde Manaus a Porto Alegre. Isso é motivante. O Brasil não é um país, é um continente. Tem movimentos de deslocamento e fadiga que são muito grandes, mas temos que nos entender. Estou muito mais adaptado do que quando cheguei. Há menos tempo para trabalhar, para recuperação. Se pudesse reduzir o calendário, em vez de ter 70 jogos, se pudesse reduzir para 50 era o ideal. Mas não podemos e temos que trabalhar em cima disso. Histórico de barrar medalhões — Nunca barrei ninguém. Eu defendo a melhor parte de estrutura. Disse aos jogadores que tenho uma diretriz importante. O que defendo primeiro é o clube à frente de qualquer individualidade. É a minha forma de trabalhar. Defendo os interesses do grupo e do clube em primeiro lugar. Sobre o Gabriel, que foi ídolo aqui, eu acho que o Kaio Jorge estava melhor e coloquei para jogar. Ele não ficou satisfeito, mas não deixou de trabalhar. Tivemos uma boa relação. Ânimo dos atletas — Eu não os conhecia antes, por isso é difícil dizer se estão mais ou menos alegres. Os dados dos analistas foram bons. No futebol não há tempo, todos já tiveram mudanças, não há tempo para lamentar. Todos são responsáveis, não só os treinadores. Os jogadores de alto nível estão preparados para passar por isso e manter-se no auge. Essa parte mais emocional fica mais para os torcedores. Não há tempo para tristeza, já temos uma decisão e temos que estar preparados para conquistar o troféu. Visão do Flamengo em 2025 — Principalmente a qualidade técnica dos nossos jogadores. Nosso elenco está acima de qualquer outra equipe. Digo técnica, circulação, recepção, passe, decisão, todos esses tipos de ações técnicas. Estão muito acima dos outros elencos. Pedro Leonardo Jardim elogia qualidades de Pedro no Flamengo: "Acredito nele" Leonardo Jardim elogia qualidades de Pedro no Flamengo: "Acredito nele" — Vocês todos conhecem o Pedro e suas qualidades. É um jogador de área, com capacidade de finalização muito grande. Existem aspectos, jogou menos porque talvez em outros aspectos ele não dava o que o treinador pretendia em outras áreas. Estamos começando do zero. Acredito nele. Quando digo, não digo que vai jogar todos os jogos ou sempre 90 minutos. Acredito nas qualidades que ele tem, e nas outras deficiências a gente pode com motivação, empenho, a gente consegue superar. O dia a dia vai reger. Não é com dois dias que vamos fazer análises. Tudo que disser posso dizer asneiras, porque vamos ver a seguir o que vai acontecer. Luiz Araújo — Eu não queria trocar o Matheus Pereira pelo Luiz Araújo porque são jogadores diferentes. Mas com certeza tentamos levá-lo para reforçar nosso elenco, mas o Flamengo não autorizou. Aconteceu também com o Matheus Gonçalves, tínhamos poucos jogadores de recorte técnico para dar outras qualidades à equipe. Semelhanças com Jorge Jesus — Nossa principal semelhança é a paixão pelo jogo, pela carreira. Jorge começou embaixo e chegou no mais alto nível. A carreira dele é parecida com a minha. Não começamos na primeira divisão. Essa relação e semelhança nos aproxima. Em termos de jogo, gostamos de ter equipes dominantes, que joguem para ganhar. Em termos estratégicos, eu sou mais adaptável em relação ao elenco. Ele, pela forma de gerir, normalmente compra muitos jogadores. A grande semelhança é a paixão pela carreira e por aquilo que fazemos. Estilo "linha dura" — Não sei se sou linha dura. Tenho minhas ideias e tem uma coisa. Tenho uma relação de respeito muito grande pelos jogadores, de proximidade. Mas sempre na linha: o pai tem uma relação de respeito pelo filho, mas uma linha que não pode passar. Sempre defendendo os interesses do clube. Na carreira, não tive grandes problemas com os jogadores. Sempre defendo o bem-estar do grupo, as relações, a dinâmica. É inegociável alguém estar à frente do grupo e os interesses individuais estarem à frente dos interesses do clube. Acredito num grupo forte, boas dinâmicas, boas relações, acredito que vão correr por mim e dar o máximo se tiver uma boa relação e conseguir incutir uma ideia. Se não conseguir incutir a ideia não tem trabalho que vá à frente. Reencontro com Cruzeiro — Nossa prioridade agora é a final e depois vamos pensar no Cruzeiro. O carinho não mudou, é só falar com o presidente, que é torcedor e dono do clube sobre minha relação. Eu sempre joguei com as coisas em cima da mesa. O carinho é o mesmo, a amizade é a mesma, muitas pessoas me mandaram mensagem felicitando sobre a volta ao Brasil. É claro que eu quero ganhar 200%.

Leonardo Jardim é apresentado no Flamengo e admite erro em declaração sobre o Cruzeiro

O técnico português Leonardo Jardim foi apresentado oficialmente nesta quinta-feira como novo comandante do Flamengo. Em sua primeira entrevista após assumir o cargo, o treinador afirmou que foi “ingênuo” ao declarar, quando trabalhava no Cruzeiro, que não treinaria outro clube no Brasil.

Jardim chega para substituir Filipe Luís e comandou nesta semana os primeiros treinos no centro de treinamento do clube, o Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro. Segundo ele, a decisão de aceitar o convite foi motivada pela grandeza da equipe carioca.

“Flamengo é um clube de dimensão mundial, está no topo dos melhores clubes do mundo. É uma grande motivação estar aqui e ser treinador da Nação”, afirmou.

Declaração sobre o Cruzeiro

Questionado sobre a frase dita quando deixou o clube mineiro — de que não treinaria outra equipe no país — o treinador explicou que a declaração foi feita em um momento de emoção e que acabou sendo precipitada.

“Fui emotivo porque acreditava em um projeto de médio e longo prazo. Mas a vida cria surpresas. Tive problemas familiares e também existiam algumas divergências de ideias dentro da estrutura do clube”, disse.

Apesar da saída do clube mineiro, Jardim destacou que mantém carinho pelo Cruzeiro e afirmou que o capítulo foi encerrado. Agora, segundo ele, o foco está totalmente no novo desafio à frente do Flamengo.

Continuidade do trabalho

Durante a apresentação, o treinador afirmou que pretende preservar as características do elenco rubro-negro e dar continuidade ao trabalho desenvolvido anteriormente.

“O treinador tem suas ideias, mas precisa aproveitar as características dos jogadores. Aqui temos atletas de posse de bola, mas também jogadores agressivos. Não vamos alterar o DNA da equipe”, explicou.

Jardim destacou ainda que mantém boa relação com Filipe Luís e que chegou a conversar com o ex-treinador antes de assumir o cargo.

Estreia em decisão

A estreia oficial do técnico português já será em um clássico decisivo do Campeonato Carioca. O Flamengo enfrentará o Fluminense em uma final no Maracanã.

“É um grande jogo de entrada. Clássico, final e com muita emoção. Nosso objetivo é claro: lutar pelo título”, afirmou.

Gestão de elenco

O treinador também comentou a forma como pretende conduzir o grupo e ressaltou que prioriza sempre o coletivo.

“Defendo primeiro o clube à frente de qualquer individualidade. A equipe é mais importante do que qualquer jogador”, disse.

Sobre o atacante Pedro, Jardim afirmou que acredita no potencial do atleta e que o desempenho no dia a dia definirá o espaço de cada jogador na equipe.

Expectativa

Ao falar sobre o futebol brasileiro, o treinador destacou a paixão dos torcedores e o ambiente dos estádios como fatores que o motivaram a retornar ao país.

“Futebol no Brasil é uma religião. Estádios cheios e torcedores apaixonados. Isso faz parte da motivação de trabalhar aqui”, concluiu.