Atlético-MG sofre com baixa eficiência ofensiva e precisa do dobro de finalizações do Palmeiras para marcar

Atlético-MG sofre com baixa eficiência ofensiva e precisa do dobro de finalizações do Palmeiras para marcar
Time do Atlético-MG — Foto: Gilson Lobo/AGIF

A falta de eficiência no ataque do Atlético-MG tem sido um dos principais problemas da equipe neste início de Campeonato Brasileiro Série A. Criticada por treinadores recentes, a dificuldade em transformar chances em gols agora é confirmada pelos números.

Após oito rodadas, o time comandado por Eduardo Domínguez marcou apenas oito gols em 94 finalizações, o que resulta em uma média de 11,75 chutes para balançar as redes. O índice coloca o clube entre os piores da competição no quesito aproveitamento ofensivo.

Comparação com rivais evidencia problema

O contraste com o líder Palmeiras escancara ainda mais a deficiência. A equipe comandada por Abel Ferreira precisa, em média, de apenas 5,59 finalizações para marcar um gol — praticamente metade do necessário para o Atlético-MG.

Enquanto o Palmeiras soma 17 gols em 95 chutes, o Galo tem menos da metade da produção ofensiva, mesmo com número semelhante de finalizações.

Outro destaque é o Botafogo, que apresenta a melhor média da competição, com apenas 4,40 finalizações por gol, apesar de ainda enfrentar dificuldades defensivas.

Problema recorrente e já identificado

A baixa contundência ofensiva não é novidade no clube mineiro. O tema já havia sido apontado anteriormente por Jorge Sampaoli, ex-comandante da equipe, e segue como uma das principais preocupações da comissão técnica atual.

Após a derrota por 1 a 0 para o Fluminense, no Maracanã, Domínguez voltou a destacar o problema. Segundo o treinador, o time cria oportunidades, mas falha na finalização, inclusive em chances claras dentro da área adversária.

Situação na tabela preocupa

Com desempenho irregular, o Atlético-MG ocupa apenas a 13ª colocação, com oito pontos somados. A equipe está a apenas dois pontos da zona de rebaixamento, o que aumenta a pressão por resultados imediatos.

A inconsistência ofensiva, aliada à necessidade de maior precisão nas conclusões, tem sido determinante para a campanha abaixo das expectativas até o momento.

Próximo desafio

O Galo volta a campo no dia 2 de abril, quando enfrenta a Chapecoense, na Arena Condá, após a pausa para a Data Fifa. A partida é vista como uma oportunidade importante para a equipe tentar reagir na competição e melhorar seus números no ataque.