Após morte de cão em SC, Felca propõe disque-denúncia nacional contra maus-tratos a animais

Após a morte do cão Orelha em Florianópolis, o youtuber Felca propõe canal de denúncias 24h contra maus-tratos animais. Entenda a proposta e como participar.

Após morte de cão em SC, Felca propõe disque-denúncia nacional contra maus-tratos a animais
O youtuber Felca utilizou suas redes sociais para lançar uma proposta concreta: um abaixo-assinado para a criação de um disque-denúncia nacional 24 horas contra maus-tratos aos animais. Mídia/Reprodução: Meio e Imagem

A morte do cão Orelha, em Florianópolis (SC), continua repercutindo nas redes sociais e ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (12/2). O youtuber Felca publicou um vídeo em seu perfil no Instagram defendendo medidas mais eficazes de combate aos maus-tratos contra animais e lançou um abaixo-assinado para a criação de um disque-denúncia nacional, com atendimento 24 horas e garantia de anonimato.

Conhecido por posicionamentos firmes em temas de grande repercussão — como a recente denúncia sobre a adultização de menores por influenciadores digitais — Felca iniciou o vídeo com uma frase provocativa: “Já deu de falar do cachorro Orelha. É só um cachorro”. Em seguida, contextualizou o caso e explicou que a intenção era justamente chamar atenção para a gravidade da situação.

Orelha era um cão conhecido e querido pelos moradores da Praia Brava, na capital catarinense, e morreu após ser agredido por adolescentes. O caso gerou forte comoção e revolta nas redes sociais.

Para Felca, a ampla repercussão é um sinal positivo. “Eu vejo pessoas na internet incomodadas com o tanto que esse caso repercutiu. ‘Já entendemos, foi cruel, já deu’. Mas eu vejo isso com bons olhos. É um caso chocante, e é bom que choque. É sinal de que ainda somos humanos e, mesmo com tantas coisas chocantes que vemos por aí, não perdemos a capacidade de sentir”, afirmou.

A proposta apresentada pelo influenciador prevê a criação de um canal único de denúncias, semelhante a modelos adotados em países como a Alemanha. Segundo ele, o atual processo para denunciar maus-tratos no Brasil é burocrático e desestimula a população, já que envolve acionar a polícia, registrar boletim de ocorrência e, muitas vezes, depender da exposição do caso nas redes sociais para que haja providências.

No modelo sugerido, o denunciante poderia relatar o caso de forma simples e anônima. O atendente coletaria informações básicas — como local, tipo de animal e se há risco imediato —, faria uma triagem e encaminharia a ocorrência aos órgãos competentes, como polícia, fiscalização veterinária ou serviços municipais. A proposta também prevê a centralização dos registros em um sistema nacional, permitindo inclusive ações preventivas.

“Vamos usar a revolta que sentimos por esses adolescentes para algo que cause uma mudança real. Para que o cachorro Orelha seja eternizado como o cachorrinho que salvou milhões de outros”, declarou Felca.

O abaixo-assinado já começou a circular nas redes sociais, impulsionado pela comoção em torno do caso e pelo engajamento do influenciador, que soma milhões de seguidores.